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Auto da Limusina do Inferno «Cena do Mecânico»
Publicado em   12 mar 2010

Disciplina de Língua Portuguesa  -   Márcia Beatriz Carvalho, nº 18, 9.º B





Um Mecânico chega ao cais e dirige-se à Limusina do Inferno.

Mecânico: Olá?! Está aí alguém?
Diabo: Estou eu. Que me queres?
Mecâ.: Então? Eu acabei de morrer, vim aqui parar e queria saber porquê! A esta hora já devia estar no Paraíso.
Dia.: Ah ah ah ah! E tu achas que o Paraíso é o teu lugar?
Mecâ.: Pois claro que sim!
Dia.: E que enganado que estás! Diz-me lá porque mereces estar no Paraíso, já agora?
Mecâ.: Bem? Fui à missa todos os domingos, confessei-me? E acho que isto chega, não é? Acredito em Deus e na vida depois da morte e assim?
Dia.: Ai se todos pensassem como tu, não havia ninguém no Inferno! Mas foi só isso que fizeste na tua vida? E no teu trabalho?
Mecâ.: Oh! Arranjei carros de muitas pessoas! Tenho a certeza que estão melhores que antes. Eu fiz tudo por aqueles carros!
Dia.: Mentir é pecado, sabias? E roubar as pessoas também! Não tenhas dúvidas, meu caro amigo, é para aqui que vens.
Mecâ.: Para aqui, para onde?
Dia.: Para o Inferno, como é óbvio!
Mecâ.: Ai nem pensar! Praí é que não vou!

O Mecânico sai da Limusina do Inferno e vai à do Anjo.

Mecâ.: Oh, meu Senhor adorado pelos céus, levai-me daqui, antes que o Diabo me leve!
Anjo: Eu? Levar-te?! E achas que o ?teu? carro e essas peças todas, roubadas ainda por cima, cabem aqui?
Mecâ.: Peças? Que peças? E eu? Roubar? Eu não roubei? Eu só? Pedi emprestado? É que eu mandei vir peças novas, sabe, e as velhas dos carros dos meus clientes, tirei-as para pôr as novas quando chegassem, percebe? Roubar, eu? Nunca! Mas ande lá! Deixe-me ir nesta viagem! O meu carro nem está comigo, nem as peças! Eu sozinho não incomodo ninguém.
Anjo: Sim, entendo, entendo! E essas peças quando chegariam? Ai, ai? Tu ainda acreditas em milagres? Aqui não há cá disso! Tiveste uma vida de injúrias, roubaste, mentiste? Estás à espera de quê? Lá em baixo tiveste o teu tempo para te redimires. Não o fizeste, agora olha! Para o Paraíso não vens, isso é certo!

O Mecânico volta para a limusina do Diabo, desanimado.

Dia.: Pronto para entrar?
Mecâ.: Ainda não? Eu não entro nesse ferro velho! Já viste esses escapes? Estão horríveis! Eu posso arranjá-los. Deixas-me ir à Terra, trago outros que lá tenho, e fica como novo!
Dia.: Ainda continuas a pensar na construção do teu carro?! Pára lá de sonhar, homem! Morreste!
Mecâ.: E o meu carro? O meu lindo carrinho!?
Dia.: Está calado e entra! O teu carrinho fica bem sem ti! O teu e os outros todos! Vá, entra!

O Mecânico entra na Limusina do Inferno; e parte.



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